← Voltar ao blog Saúde · 05/10/2026 · 9 min de leitura

Marketing para cirurgia plástica: captar sem antes e depois

Plástica tem a conversa mais cara entre as especialidades que publicamos, R$ 18,50 em 2026. Por que cortar verba por esse número erra, o que a Resolução CFM 2.336/2023 diz sobre antes e depois e o que funciona no anúncio no lugar da foto.

Marketing para cirurgia plástica dentro do CFM troca o antes e depois do anúncio por quem opera e pelo caminho até a cirurgia: consulta, avaliação, centro cirúrgico e recuperação explicada sem promessa. A conversa custa mais que nas outras especialidades, R$ 18,50 em 2026 nas clínicas que operamos, e a conta fecha na cirurgia, não na conversa.

O cirurgião plástico abre o Instagram e vê o concorrente postando foto comparativa toda semana. Tenta fazer o mesmo no anúncio e a Meta reprova. Enquanto isso, o gestor de tráfego compara o custo da conversa com o de outras especialidades, conclui que plástica está cara e propõe cortar a verba.

As duas decisões costumam estar erradas pelo mesmo motivo: olham o pedaço mais visível da conta. Este texto mostra quanto custa de fato uma conversa com paciente de cirurgia plástica, por que esse número engana quando é lido sozinho, o que a regra do CFM permite sobre antes e depois e o que funciona no anúncio no lugar da foto.

Quanto custa uma conversa com paciente de cirurgia plástica?

Nas clínicas de cirurgia plástica que operamos, cada conversa com paciente custou R$ 18,50 entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026. Foram 1.820 conversas sobre R$ 33.670 investidos em mídia. Desde 2021, na mesma especialidade, a média é de R$ 16,80, sobre 15.400 conversas.

É o número mais alto entre as especialidades que publicamos:

Especialidade Custo por conversa em 2026 Conversas
Odontologia R$ 9,40 3.200
Dermatologia R$ 10,20 3.100
Cirurgia vascular R$ 12,83 4.807
Cirurgia plástica R$ 18,50 1.820

Mesmo sendo o mais alto, fica abaixo do teto de R$ 25 por conversa que usamos em saúde. A média geral da saúde, desde 2021, é de R$ 10,30 sobre 138.600 conversas. A tabela completa, com a explicação de cada linha, está em custo por conversa iniciada por especialidade.

Por que a conversa de plástica custa mais?

Porque tudo nessa especialidade é mais lento e mais disputado. O público que considera uma cirurgia é menor do que o que procura dentista ou dermatologista. A decisão leva meses, e a pessoa pesquisa vários cirurgiões antes de mandar a primeira mensagem. A Meta restringe o tipo de imagem que o anúncio pode usar, o que tira do criativo o recurso mais óbvio. E muitas clínicas disputam as mesmas pessoas na mesma praça.

Nada disso é defeito da campanha. É o preço de anunciar um procedimento de ticket alto, com decisão pensada. A conversa mais cara é coerente com o que está sendo vendido.

Cortar verba olhando só o custo da conversa é erro?

Na maioria das vezes, sim. O gestor compara R$ 18,50 com a média de R$ 10,30 da saúde, conclui que plástica está cara e corta. Só que a clínica não recebe por conversa. Recebe por cirurgia. Uma campanha com conversa mais cara pode trazer o paciente que opera, e cortar a verba olhando só esse número desliga justamente o que dava certo.

Antes de qualquer corte, três perguntas precisam de resposta com número:

  1. Quantas conversas viraram consulta de avaliação? Mostra se o anúncio traz gente com intenção real ou curioso.
  2. Quantas avaliações viraram cirurgia marcada? Mostra se o problema está na campanha ou na consulta.
  3. Quanto custou cada cirurgia, e não cada conversa? É o número que decide a verba.

Se a clínica não consegue responder as três, o corte é palpite. A conta do clique à cadeira, etapa por etapa, está em custo por paciente na clínica.

O que a regra do CFM diz sobre antes e depois?

A Resolução CFM 2.336/2023, em vigor desde março de 2024, permite antes e depois com finalidade educativa e uma lista de exigências no artigo 14. A que derruba quase todo mundo é a de mostrar um conjunto de imagens com evolução satisfatória, insatisfatória e complicações. Mostrar só o caso bonito continua sendo infração. Somam-se texto educativo citando complicações, variedade de biotipos e idades, paciente sem identificação, imagem sem edição e autorização por escrito.

Continuam proibidos a promessa de resultado, a autopromoção sensacionalista e as listas de “melhor cirurgião”. Nome, CRM e RQE de quem opera aparecem em toda peça. O resumo do que mudou está em regras do CFM para marketing médico.

Por que a Meta reprova antes e depois no anúncio?

Porque a política de anúncios da Meta para saúde e aparência pessoal é mais restritiva que o CFM. Imagem comparativa do corpo, mesmo dentro do protocolo da resolução, costuma ser reprovada no anúncio pago. Insistir derruba o criativo e, com repetição, pode limitar a conta inteira.

A regra prática que seguimos é simples. O caso com antes e depois, quando a clínica quiser mostrar, vive no perfil orgânico com o protocolo completo. No anúncio, o mesmo caso vira narrativa sem imagem comparativa.

O que funciona no anúncio no lugar da foto?

O caminho até a cirurgia. Quem considera uma plástica tem mais medo do processo do que dúvida sobre o resultado, e o anúncio que responde a esse medo convence sem precisar de foto.

  • Quem opera. O cirurgião falando para a câmera, com nome, CRM e RQE. A confiança começa na pessoa.
  • Como é a consulta. O que acontece na primeira conversa, quanto tempo dura, o que o paciente deve levar.
  • A avaliação. Os exames, os critérios e a frase que mais passa confiança: nem todo paciente é candidato.
  • O centro cirúrgico. Onde a cirurgia acontece e quem está na equipe, sem dramatizar.
  • A recuperação explicada sem promessa. O que o paciente vive nas primeiras semanas, com os cuidados e os riscos ditos com clareza.
  • As perguntas de sempre. Dor, cicatriz, afastamento do trabalho. Respondidas pelo médico, sem número de resultado.

Bastidor e explicação de procedimento funcionam bem, e vale testar os dois formatos lado a lado. O que não funciona é o criativo genérico de banco de imagem, que poderia ser de qualquer clínica.

O que postar no Instagram de cirurgião plástico?

O perfil orgânico é onde a clínica tem mais liberdade e onde o paciente vai conferir depois de ver o anúncio. Três linhas costumam sustentar o perfil: educação sobre cada procedimento, bastidor da rotina e do centro cirúrgico, e respostas às perguntas que chegam no WhatsApp. Casos com antes e depois, se a clínica quiser, entram com o protocolo inteiro da resolução, nunca como vitrine de resultado.

O que atrapalha é tratar o perfil como destino do anúncio. Perfil de rede social não tem botão de marcar consulta bem posicionado nem mede de onde veio o contato. O anúncio deve levar para o WhatsApp ou para uma página do procedimento, como explicamos em landing page para clínica médica.

Como o anúncio de plástica filtra o paciente certo?

Na primeira mensagem. Em vez de um “olá, quero saber mais”, a conversa começa perguntando qual procedimento interessa e para quando a pessoa pensa em fazer. Quem está pesquisando para daqui a dois anos recebe conteúdo. Quem quer marcar avaliação recebe horário.

O valor da consulta pode ser informado: a resolução permite desde 2024, e isso afasta quem esperava avaliação gratuita. O valor da cirurgia fica fora do anúncio e é combinado depois da avaliação, como a própria regra exige. Filtrar assim pode subir um pouco o custo por conversa e baixar bastante o custo por cirurgia.

Quando pedir uma auditoria da conta de plástica?

Quando a clínica já anuncia, acha caro e ninguém sabe dizer quanto custou cada cirurgia que veio do anúncio. Antes de cortar verba ou trocar de fornecedor, vale saber onde está o vazamento.

A Auditoria do que já anuncia da Maia Digital sai em 14 dias úteis. Ela lê pixel, eventos e rastreamento, públicos e sobreposição entre conjuntos, dá nota e motivo para cada criativo ativo e calcula o custo por conversa e, com CRM, por paciente fechado, comparando com o nosso histórico em saúde. Você recebe um plano de 30 dias numa devolutiva de 45 minutos. A auditoria lê e não altera nada na conta, e o fornecedor continua sendo escolha sua.

Se a dúvida é outra, e a pergunta é como ter a agenda do começo do ano ocupada, a conta de trás para frente está em agenda cheia em janeiro.

Perguntas frequentes

Cirurgião plástico pode postar antes e depois?

A Resolução CFM 2.336/2023 permite, com finalidade educativa e exigências como mostrar evolução satisfatória, insatisfatória e complicações, sem identificar o paciente e sem edição. Mostrar só o caso bonito continua sendo infração.

Por que o anúncio de cirurgia plástica com antes e depois é reprovado?

Porque a política de anúncios da Meta para saúde e aparência pessoal é mais restritiva que o CFM e costuma reprovar imagem comparativa do corpo. O caso com antes e depois fica no orgânico, com o protocolo completo.

Quanto custa uma conversa com paciente de cirurgia plástica?

Nas clínicas que operamos, R$ 18,50 por conversa de janeiro a setembro de 2026, sobre 1.820 conversas. Desde 2021, R$ 16,80 sobre 15.400. É o custo mais alto das especialidades que publicamos e fica abaixo do teto de R$ 25.

Posso colocar o preço da cirurgia no anúncio?

Não. A resolução permite informar o valor da consulta e as formas de pagamento, mas o valor do procedimento fica fora do anúncio e é combinado depois da avaliação.

O que funciona no anúncio de cirurgia plástica no lugar do antes e depois?

O caminho até a cirurgia: quem opera, como é a consulta, a avaliação, o centro cirúrgico e a recuperação explicada sem promessa. Bastidor e explicação de procedimento funcionam bem e vale testar os dois.

Quer entender como isso fica na sua clínica? Fala com a gente no WhatsApp.

Dado citado · Índice Maia R$ 10,30

por conversa em saúde, ponderado desde 2021 · 138.600 conversas com paciente medidas · apuração 11/09/2026

Ver o benchmark completo →

Quer essa conta feita com o número da sua especialidade?

A Maia Digital monta a conta com você antes de qualquer investimento. 30 minutos, tela aberta.

Leia depois

Chamar no WhatsApp