Como saber se o tráfego pago da clínica está funcionando
Alcance e curtida não dizem se o anúncio trouxe paciente. As cinco perguntas que dizem, o teto de custo por conversa que usamos em saúde e o relatório que a clínica deveria receber.
O tráfego pago da clínica está funcionando quando você sabe responder cinco perguntas com número: quanto custou cada conversa, de onde veio cada contato, quantos marcaram horário, quantos compareceram e o que foi cortado no mês. Em saúde, usamos R$ 25 por conversa como teto. Sem essas respostas, o relatório mede atividade, não resultado.
A conta do anúncio chega todo mês. O relatório também. Ele mostra alcance, impressões, cliques e às vezes um gráfico subindo. E a pergunta que o dono da clínica faz no fim do mês continua sem resposta: isso trouxe paciente?
Este texto é para quem já anuncia e desconfia. Não do fornecedor, necessariamente. Desconfia do número. Vamos passar pelas cinco perguntas que separam campanha que funciona de campanha que só gasta, pelos sinais de custo alto e de contato desqualificado, e pelo que um relatório de tráfego pago precisa mostrar para você decidir a verba do mês seguinte com número na mão.
Por que o relatório de anúncio não responde se está funcionando?
Porque ele foi feito para mostrar o que a plataforma mede, e a plataforma mede o que acontece dentro dela. Alcance, frequência, clique e custo por mil impressões são números verdadeiros. O problema é que nenhum deles paga aluguel de consultório.
O que paga é o paciente que sentou na cadeira, e esse evento acontece fora da Meta e fora do Google: no WhatsApp da recepção, na agenda, no sistema da clínica. Se ninguém liga uma ponta à outra, o relatório para no meio do caminho. Ele mostra que muita gente viu o anúncio e algumas clicaram. Daí para frente, cada um conta a história que preferir.
Curtida e seguidor entram na mesma categoria. São sinais de que o conteúdo foi visto. Uma clínica pode ganhar mil seguidores num mês e não marcar uma consulta a mais. Para decidir verba, eles não servem.
Quais são as cinco perguntas que mostram se o anúncio funciona?
Faça as cinco em ordem. Cada uma depende da anterior, e o ponto em que você trava mostra onde está o buraco.
1. Quanto custou cada conversa no último mês?
Em clínica particular, quase todo anúncio leva para uma conversa no WhatsApp. O número base é o custo de cada conversa iniciada: verba gasta dividida pelo número de conversas. Nas clínicas que operamos, a média em saúde desde 2021 é de R$ 10,30 por conversa, sobre 138.600 conversas medidas. O teto que usamos é R$ 25. Conjunto de anúncios que passa disso por duas semanas sai do ar.
O custo muda bastante por especialidade, de R$ 9,40 em odontologia a R$ 18,50 em cirurgia plástica em 2026. Detalhamos a tabela em custo por conversa iniciada por especialidade. Se ninguém consegue dizer esse número para você agora, a primeira pergunta já falhou.
2. De onde veio cada contato?
Uma parte das mensagens chega pelo anúncio. Outra pelo perfil do Google, outra por indicação, outra pelo Instagram orgânico. Se tudo cai no mesmo WhatsApp sem marcação, o anúncio leva o crédito de tudo ou de nada, conforme o humor de quem conta.
Medir origem exige três peças ligadas: o pixel da Meta, a API de conversões e uma marcação no link do WhatsApp. Explicamos cada uma em pixel ou API de conversões. Sem origem medida, a pergunta 1 também fica frágil, porque o painel pode estar contando conversa que não veio do anúncio.
3. Quantas conversas viraram horário marcado?
Aqui o número sai da Meta e entra na clínica. Das conversas do mês, quantas terminaram com data e hora na agenda? Essa conta mostra se o problema está no anúncio ou no atendimento. Se o custo por conversa está bom e quase ninguém marca, o anúncio fez a parte dele e a conversa morreu no caminho: resposta lenta, preço jogado sem contexto, mensagem que ficou para depois.
Para essa conta existir, cada conversa precisa estar registrada com etapa, num CRM para clínica ou, no mínimo, numa planilha mantida todo dia.
4. Quantos compareceram e pagaram?
Horário marcado não é consulta realizada. Falta, remarcação e desistência comem parte da agenda. O número que fecha o mês é o custo por paciente atendido: verba dividida pelas consultas que de fato aconteceram. Montamos essa conta campo a campo em custo por paciente: a conta do clique à cadeira.
5. O que foi cortado no mês?
Campanha que funciona tem corte. Todo mês algum conjunto passa do teto, algum criativo cansa, algum público para de responder. Se o seu relatório nunca mostra o que saiu do ar e por quê, ninguém está mexendo na conta. Nós trocamos criativo quando a frequência passa de 2,5 exibições por pessoa e cortamos na segunda semana o conjunto acima do teto.
Tráfego pago vale a pena para clínica?
Vale quando a conta fecha, e a conta é simples de enunciar: o que você paga por paciente atendido precisa caber no que esse paciente deixa na clínica. Uma conversa de R$ 18,50 numa especialidade de ticket alto pode ser ótima. Uma de R$ 9,40 pode ser ruim se nenhuma vira consulta.
O tráfego pago não vale a pena em três situações. Quando a clínica não tem como atender o volume que chega. Quando ninguém mede o que acontece depois do clique. E quando a verba é tão pequena que a plataforma não junta dado suficiente para aprender, e cada mês recomeça do zero.
Custo por resultado alto: o problema é o anúncio ou o atendimento?
Depende de onde o custo está alto. Separe em dois números.
- Custo por conversa alto. Aí o problema está no anúncio: público largo demais, criativo cansado, oferta que não convence, leilão mais disputado na época. É conserto de campanha.
- Custo por conversa normal e custo por paciente alto. O anúncio está entregando. O vazamento está depois: demora para responder, falta de retorno para quem não marcou, agenda sem confirmação. É conserto de operação, e trocar de gestor de tráfego não resolve.
A maior parte das contas que auditamos cai no segundo grupo e passa meses tratando o primeiro. Mexe no criativo, troca o público, aumenta a verba, e o custo por paciente não se move, porque o buraco nunca esteve lá.
Lead desqualificado: público errado ou mensagem errada?
Contato que pergunta se aceita convênio numa clínica só particular, que mora em outra cidade, que quer saber de um procedimento que você não faz. Todo mundo que anuncia conhece. Três causas aparecem com frequência.
- O anúncio não diz o que precisa dizer. Se a clínica é particular, o anúncio pode deixar isso claro sem citar preço. Quem procura convênio se filtra sozinho.
- A mensagem pré-preenchida não filtra. Um “Olá, quero saber mais” abre a porta para qualquer um. Uma primeira pergunta do atendimento sobre o motivo e a região separa curioso de interessado em segundos.
- O público foi aberto demais para baratear a conversa. Conversa barata e ruim custa mais caro no fim do mês do que conversa um pouco mais cara e boa.
Por isso olhar só o custo por conversa engana. Ele precisa estar ao lado da taxa de agendamento, ou você corre o risco de premiar a campanha que traz mais curioso.
Como deve ser um relatório de tráfego pago para clínica?
Uma página, com estas linhas, mês contra mês:
- Verba gasta, com o número tirado direto da plataforma.
- Conversas iniciadas e custo por conversa, por especialidade ou procedimento.
- Origem dos contatos: anúncio, Google, indicação, orgânico.
- Agendamentos e custo por agendamento.
- Consultas realizadas e custo por paciente atendido.
- O que foi cortado, o que entrou no lugar e por quê.
- O plano do mês seguinte, com o motivo de cada mudança de verba.
As três primeiras linhas são do gestor do anúncio. As três seguintes dependem da clínica registrar o que acontece na conversa. Quando as duas pontas se encontram, o relatório deixa de ser print de alcance e vira ferramenta de decisão. É o que chamamos de dado auditado do clique ao paciente, e explicamos como medimos em como medimos.
Quando pedir uma auditoria do que já anuncia?
Quando a conta roda há meses, você acha caro, o contato que chega é ruim e ninguém responde quanto custou cada paciente que fechou. Antes de colocar mais verba, vale saber onde está o vazamento.
A Auditoria do que já anuncia é um dos serviços da Maia Digital e sai em 14 dias úteis. Ela lê pixel, eventos e rastreamento, públicos e sobreposição entre conjuntos, dá nota e motivo para cada criativo ativo e calcula o custo por conversa e, com CRM, por paciente fechado. A conta é comparada com o nosso histórico em saúde, e você recebe um plano de 30 dias numa devolutiva de 45 minutos.
Dois detalhes que importam para quem já tem fornecedor. A auditoria lê, não altera: nada muda na conta durante o trabalho. E o fornecedor continua sendo escolha sua. Se o plano mostrar que o problema é atendimento e não anúncio, é isso que vai estar escrito. Para entender como o tráfego se encaixa no todo, veja também tráfego pago para clínicas: custo real por especialidade.
Mais sobre clínicas e consultórios de consulta particular na Maia Digital.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para saber se o tráfego pago está funcionando?
As primeiras conversas chegam na primeira semana. Para julgar com segurança, espere entre duas e quatro semanas, tempo de cortar o que passa do teto e de ver quantas conversas viraram horário marcado.
O que é um custo por conversa bom para clínica?
Nas clínicas que operamos, a média em saúde desde 2021 é de R$ 10,30 por conversa. O teto que usamos é R$ 25. Mais importante que o número isolado é quantas dessas conversas viram consulta realizada.
Curtidas e seguidores mostram se o anúncio funciona?
Não. São sinais de que o conteúdo foi visto. Uma clínica pode ganhar muitos seguidores e não marcar uma consulta a mais. Para decidir verba, use conversas, agendamentos e consultas realizadas.
Por que chegam tantos contatos desqualificados pelo anúncio?
Os motivos mais comuns são anúncio que não deixa claro que a clínica é particular, mensagem inicial que não filtra e público aberto demais para baratear a conversa. Conversa barata e ruim sai mais cara no fim do mês.
A auditoria mexe na minha conta de anúncio?
Não. A Auditoria do que já anuncia lê a conta, os eventos e os criativos sem alterar nada. Você recebe um plano de 30 dias e decide o que fazer com ele, inclusive com o fornecedor atual.
Quer entender como isso fica na sua clínica? Fala com a gente no WhatsApp.
Quer essa conta feita com o número da sua especialidade?
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